Pequena empresa responde por 38% do crédito no BNDES

12/07/2013 10h54m

 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) parece estar mais focado nas micro, médias e pequenas empresas (MPMEs). Segundo dados do desembolso da instituição, divulgados ontem, as companhias de menor porte tiveram alta de 60% ante o mesmo período do ano passado, totalizando R$ 27,4 bilhões. Com isso as empresas representaram 38% do total de liberações do banco nos primeiros cinco meses do ano.



Dentre os desembolsos do programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI), R$ 18,7 bilhões foi destinado a esse grupo, isso representa mais de 50% do total de R$ 36,5 bilhões. Outra prova que o banco está investindo nas companhias menores é a propaganda recente da instituição que tem sido veiculada em rede nacional e menciona que "não importa se sua empresa é grande ou pequena. Se a ideia é boa, gera emprego, inovação e melhora a vida dos brasileiros ela pode ter o apoio do BNDES", diz o texto do comercial.



Apesar dos números, para o professor das Faculdades Rio Branco, Roberto Santos, historicamente o BNDES é utilizado pelo governo de forma um tanto "manipulativa", de maneira geral o banco de fomento é inacessível ao maior segmento de empresas do Brasil que são as micro e pequenas. Ele também aponta que os esforços do governo para estimular a economia, que devem ter influenciado os aportes. O professor citou que há, por exemplo, o cartão BNDES mas mesmo assim não é fácil para as empresas menores conseguirem o crédito. "Tem um outro problema histórico de capilaridade, os bancos tradicionais que passariam esse crédito não têm interesse, e o governo fica a mercê dos bancos públicos e por isso muita gente não consegue chegar nesse crédito."



Ele também aponta que a instituição tem sofrido críticas pela falta de transparência e por financiar empresas de alto risco, como o grupo do empresário Eike Batista "o BNDES não releva mas um dos seus maiores credores é o Eike Batista, que farra é essa com o BNDES? Todos os analistas, da abertura das empresas X apontaram o risco e agora o preço está sendo cobrado não do Eike Batista mas do Brasil", completou.



Os desembolsos totais do banco foram de R$ 73 bilhões entre janeiro a maio deste ano, o que representa uma alta de 67% na comparação com o mesmo período de 2012. Segundo o texto divulgado pela instituição, no período, todos os setores apoiados pelo BNDES - indústria, infraestrutura, comércio e serviços e agropecuária - tiveram aumento nos valores desembolsados.



As aprovações para financiamento a novos projetos cresceram 21% totalizando R$ 70,7 bilhões e as consultas das empresas por novos financiamentos tiveram alta de 9% com R$ 102,7 bilhões, no período. Segundo a instituição, essa tendência foi ressaltada em maio passado. Naquele mês, isoladamente, o BNDES liberou R$ 18,6 bilhões - aumento de 93% na comparação com maio de 2012 - e as consultas por financiamentos atingiram R$ 32,1 bilhões (expansão de 62%).



O maior crescimento entre setores financiados pelo banco de fomento, nos primeiros cinco meses do ano o a alta relativa da indústria, com expansão de 123% em R$ 25,8 bilhões. Os destaques foram química e petroquímica, metalurgia, mecânica e material de transportes, segmentos intensivos em bens de capital. Com isso, as operações das linhas BNDES Finame totalizaram R$ 29,5 bilhões, registrando alta significativa de 87%.



Também os desembolsos ao setor de infraestrutura, de R$ 20,7 bilhões, cresceram 19% no período de cinco meses, puxados por construção, transporte rodoviário e "outros transportes", com alta de 155%, onde estão classificadas operações de transporte de passageiros, como metrôs.



Da mesma forma, os projetos listados em "outros transportes" com aumento de 633%, ajudaram a impulsionar as aprovações do BNDES no setor de infraestrutura, que acumularam R$ 25 bilhões este ano, até maio, com alta expressiva de 92% em relação às aprovações de mesmo período do ano passado. As aprovações para construção e expansão de linhas de metrô somaram R$ 4,3 bilhões nos primeiros cinco meses do ano.



No período, ganharam destaque as liberações a comércio e serviços, com R$ 18,4 bilhões, uma alta de 66% em relação à janeiro a maio de 2012. Com isso, o setor já responde por 25% dos desembolsos totais do Banco. Esse forte incremento deveu-se, em grande parte, a operações de serviços públicos de infraestrutura social, realizadas no âmbito dos programas Proinveste, BNDES Estados e Propae. Os desembolsos desses programas chegaram a R$ 4 bilhões. 

 

Fonte: DCI - SP

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