O Fórum apresentou, na terça-feira (13), os benefícios da implantação do sistema do eSocial, que está sendo construído de forma colaborativa com a participação dos usuários.
De acordo com Clovis Belbute Peres, embora os módulos do Sped e do eSocial facilitem o cumprimento da legislação vigente, é importante entender que a legislação não é perfeita. Antigamente, antes da informatização dos sistemas, essas dificuldades ou deficiências ficavam por vezes encobertas. Com o eSocial é como se houvesse uma lupa deixando muito claro quando é difícil Por Fabrício Santos - CFC Instituições de Ensino (IES) que atendam aos requisitos previamente definidos com competência para realizar atividades com confiança foram amplamente discutidas no VII Fórum Nacional de Professores de Ciências Contábeis e no XI Encontro Nacional de Coordenadores do Curso de Ciências Contá- beis, que trouxe como tema Acreditação e Certificação Internacional. Coordenado pela vice-coordenadora do Comitê Científico do 20º CBC, Márcia Martins Mendes de Luca, o painel reuniu, como palestrantes, a professora da Universidade do Minho de Portugal, Lúcia Lima; o professor da USP, Edgard Cornacchione; e o professor da Universidade de Illinois Jon Davis, que abordaram, além da acreditação, a importância da certificação nas universidades. Lucia Rodrigues disse que assegurar a transparência no processo de avaliação nas cumprir um preceito legislativo. Então, ao aplicar o eSocial, o sistema começa a demonstrar que talvez, em alguns casos difíceis, tenha que se modificar a legislação de modo a cumprir o preceito legal.
O ambiente de produção restrita vai possibilitar o teste e aperfeiçoar o sistema, de modo que, quando o eSocial entrar em operação definitiva, nem o governo nem as empresas terão surpresas.
VIII Fórum Nacional de Professores de Ciências Contábeis e XI Encontro Nacional de Coordenadores do Curso de Ciências Contábeis
Instituições de Ensino (IES) que atendam aos requisitos previamente definidos com competência para realizar atividades com confiança foram amplamente discutidas no VII Fórum Nacional de Professores de Ciências Contábeis e no XI Encontro Nacional de Coordenadores do Curso de Ciências Contá- beis, que trouxe como tema Acreditação e Certificação Internacional.
Coordenado pela vice-coordenadora do Comitê Científico do 20º CBC, Márcia Martins Mendes de Luca, o painel reuniu, como palestrantes, a professora da Universidade do Minho de Portugal, Lúcia Lima; o professor da USP, Edgard Cornacchione; e o professor da Universidade de Illinois Jon Davis, que abordaram, além da acreditação, a importância da certificação nas universidades.
Lucia Rodrigues disse que assegurar a transparência no processo de avaliação nas cumprir um preceito legislativo. Então, ao aplicar o eSocial, o sistema começa a demonstrar que talvez, em alguns casos difíceis, tenha que se modificar a legislação de modo a cumprir o preceito legal. O ambiente de produção restrita vai possibilitar o teste e aperfeiçoar o sistema, de modo que, quando o eSocial entrar em operação definitiva, nem o governo nem as empresas terão surpresas. Da esq para a dir.: José Alberto Maia, Luiz Fernando Nóbrega, Mário Elmir Berti, Hélio Donin Júnior e Clovis Belbute Peres Da esq. para a dir.: Edgard Cornacchione, Márcia Martins de Luca, Lúcia Lima e Jon Davis universidades é fundamental para a o sucesso da acreditação e na obtenção da certifica- ção internacional. Jon Davis explicou que alunos formados por universidades certificadas aprendem muito mais. “Há uma intensa troca de informações por meio de programas de intercâmbio”. Edgar Cornachione finalizou a apresentação exemplificando, de forma simples, a importância da acreditação e da certificação internacional no Brasil. “O processo para a obtenção dessas certificações é o acompanhamento de todas as etapas para que possamos obter o máximo de credibilidade com as instituições internacionais”. Na oportunidade, foi entregue o Prêmio Olívio Koliver para o melhor artigo publicado na RBC, em 2015. Sylvia Rejane Magalhães e André Haroldo Freitas foram os vencedores.
Governança Corporativa: Regras versus Princípios
Se você seguir as regras, será que ainda assim é possível não ser ético? Essa pergunta Andrew Fastow, ex-CFO da Enron, fez às centenas de pessoas que lotaram o auditório principal do Centro de Eventos do Ceará na tarde de terça-feira (13), onde proferiu a palestra magna, neste terceiro dia do 20º Congresso Brasileiro de Contabilidade, sobre “Governança Corporativa: regra versus Princípios”.
O palestrante admitiu ser o principal responsável pela falência da empresa americana Enron, em 2001, entretanto, ele alegou que cada negócio realizado passava por aprovação e só os efetivava, objetivando colaborar com a empresa, em busca de ganhos por ações, em atingir metas financeiras.
Fastow ratificou, em sua palestra, que todos os negócios realizados foram aprovados e as fraudes só passaram, em função dos, denominados por ele, “buracos”, que é uma situação que tecnicamente cumpre a regra, mas deixa flancos que permitem “jeitinhos”.
Para ele, o CFO tem duas ferramentas à disposição para transformar os movimentos das empresas: presunções contábeis e estrutura financeira. Andrew explicou ainda que as regras tributárias são ambíguas e complexas e que quanto mais complexas, melhor para encontrar “buracos”.
II Fórum Prestação de Contas de Campanhas Eleitorais
O papel do contador na busca pela transparência no processo eleitoral e na consolidação da democracia foi debatido no Fórum. O público, que loutou o auditório, acompanhou o painel coordenado pelo vice-presidente de Desenvolvimento Operacional do CFC, Aécio Dantas. Desde 2002 os candidatos devem fazer prestações de contas de campanha. Neste ano a participação do contador ganhou evidência, como destacou o ministro do STF, Gilmar Mendes, em vídeo transmitido aos participantes. A legislação determina que as candidaturas sejam assessoradas por contadores desde o início da campanha.
De acordo com o Aécio Dantas, o CFC tem promovido capacitações, que já alcançaram cerca de 30 mil profissionais para atuar nesPor Alanny Leite - CRCSE Coordenado pela conselheira do Conselho Federal de Contabilidade e coordenadora nacional do Programa de Voluntariado da Classe Contábil (PVCC), Vânia Labres, o Fó- rum, que contou com a presença de cerca de 500 participantes, esclareceu aos congressistas sobre a possibilidade de contribuir para o desenvolvimento do País, como multiplicadores de ações de responsabilidade social. “Ao alcançarmos nosso objetivo, que é o de conscientização, aprendizado e exercício da cidadania, contribuiremos para a eficiência da educação fiscal e transparência na gestão pública”, disse Vânia. O presidente do Observatório Social do Brasil, Ney da Nóbrega Ribas, destacou a importância do Congresso Brasileiro de Contabilidade para a capacitação dos profissionais. “A classe contábil desempenha, atualmente, função estratégica para o crescimento do Brasas prestações de contas. O ministro do TSE Henrique Neves falou dos esforços do Tribunal para aperfeiçoar o processo de prestação de contas e citou os avanços e os indícios mais comuns de irregularidades encontrados até hoje. Quem também evidenciou o trabalho do profissional de contabilidade foi o chefe da Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias do TSE, Eron Pessoa. Segundo ele, um novo convênio, com o objetivo de capacitar os profissionais de todos os estados, será firmado ainda este ano com o CFC.
II Fórum Nacional do Programa de Voluntariado da Classe Contábil
Coordenado pela conselheira do Conselho Federal de Contabilidade e coordenadora nacional do Programa de Voluntariado da Classe Contábil (PVCC), Vânia Labres, o Fó- rum, que contou com a presença de cerca de 500 participantes, esclareceu aos congressistas sobre a possibilidade de contribuir para o desenvolvimento do País, como multiplicadores de ações de responsabilidade social. “Ao alcançarmos nosso objetivo, que é o de conscientização, aprendizado e exercício da cidadania, contribuiremos para a eficiência da educação fiscal e transparência na gestão pública”, disse Vânia.
O presidente do Observatório Social do Brasil, Ney da Nóbrega Ribas, destacou a importância do Congresso Brasileiro de Contabilidade para a capacitação dos profissionais. “A classe contábil desempenha, atualmente, função estratégica para o crescimento do Brasil. Devemos disponibilizar nossos conhecimentos em ações sociais de voluntariado organizado, registrando, mensurando e avaliando os resultados das atividades voluntárias. Este é um trabalho de conscientização de estruturação e de vanguarda” disse Ney. De acordo com a coordenadora nacional do PVCC, Vânia Labres, o Fórum do Programa do Voluntariado da Classe Contábil esclareceu e chamou a atenção dos profissionais para este momento tão importante para o nosso país. “Precisamos trabalhar com ferramentas eficientes contra a corrupção, endividamento e crise financeira”, avisa Vânia.
PAINEL
Controle e Transparência no Combate à Corrupção
O 20º Congresso Brasileiro de Contabilidade foi palco para o debate de um tema bastante oportuno ao momento por que passa o país. “Controle e Transparência no Combate à Corrupção” foi o título do painel que aconteceu na tarde de terça-feira (13), no auditório Pecém, do Centro de Eventos do Ceará.
Sob a coordenação da vice-presidente de Controle Interno do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Lucilene Florêncio Viana; o auditor-geral do Estado do Pará e presidente do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), Roberto Paulo Amoras; o professor de Direito Processual Civil na Escola Superior do Ministério Público do Distrito Federal, Jorge Hage; e o governador do Estado do Espírito Santo, Paulo Hartung, conduziram uma importante explanação acerca dos mecanismos de controle interno e de transparência como estratégias de combate à corrupção, de redução de desperdícios e o consequente aumento de desempenho da administração pública.
O auditor Roberto Paulo Amoras ressaltou a importância dos profissionais contábeis no cumprimento irrestrito da publicidade dos atos empreendidos pelos entes públicos. “Mais do que cumprir a Lei (de Transparência e de Acesso à Informação), precisamos nos comunicar com a sociedade. Vocês, contadores, detém o conhecimento e a técnica para possibilitar isso”, afirmou Amoras.
O professor Jorge Hage deu sequência ao painel, apresentando uma contextualiza- ção de convenções internacionais de combate à corrupção com práticas que ainda constituem desafios para as administrações públicas e privadas.
Para encerrar o painel, o governador do Estado do Espírito Santo, Paulo Hartung, defendeu o combate à corrupção como etapa intrínseca à competitividade econômica no mundo atual, integrado pela tecnologia da informação e padronização de índices de desempenho.
WORKSHOP O Novo Relatório do Auditor Independente
O Novo Relatório do Auditor foi tema de discussão do painel que aconteceu na tarde de terça-feira (13). Idésio Coelho, presidente da Diretoria Nacional do Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, coordenou o painel que teve como palestrantes representantes de firmas de auditoria independente: Marcio Ostwald, da EY; Patricia Agostineto, da PwC; Rogério Andrade, da KPMG; Rogério Motta, da Deloitte e Robinson Meira, da BDO.
Durante as apresentações, os painelistas destacaram que o modelo do Novo Relatório do Auditor, iniciativa da International Federation of Accountants (Ifac), apesar de não requisitar mudanças com relação ao escopo do trabalho de auditoria, requer uma comunicação mais constante e eficiente entre os auditores, a administração da companhia auditada e os órgãos de governança corporativa. Da mesma forma, também prevê empenho adicional para a sua preparação, já que o novo modelo apresenta conteúdo específico ao invés de um conteúdo padronizado.
O Novo Relatório do Auditor será aplicado no Brasil nas auditorias de demonstra- ções contábeis relativas aos exercícios findos de 31 de dezembro de 2016.
PAINEL
Empreendedorismo e Contabilidade para o Desenvolvimento do País
No painel, os palestrantes Gildo Freire de Araújo, presidente do CRCSP, e Antoninho Marmo Trevisan, presidente da Trevisan Auditores e Trevisan Consultores e fundador da fundação da Escola de Negócios Trevisan, esclareceram que as informações geradas por meio da contabilidade oferecem ao gestor e empreendedor a segurança necessária para as tomadas de decisões nas empresas.
“O resultado dessa relação de confiança é o melhor desempenho dos negócios. A contabilidade é uma ferramenta de gestão indispensável”, disse Gildo.
Trevisan fez uma referência a uma pesquisa do Sescon-SP, que demonstra que os escritórios contábeis cobram, em sua maioria, por serviços de contabilidade ‘mecânicos’.
“Esses serviços são realizados por empresas de tecnologia e sistemas. Isso significa que estamos perdendo mercado e lucratividade, já que o que nos resta são os trabalhos que realizamos para o governo e não somos remunerados por isso. Nós estamos passando para profissionais de outras áreas, como a advocacia, os serviços que realmente nos agregam valor”, alerta Trevisan.
O presidente do CRCSP complementou que os profissionais precisam surpreender para conquistar clientes e fidelizá-los.
WORKSHOP
Artigos Científicos: Dicas para Publicação de Trabalhos na RBC
por Maristela Girotto - CFC
Membro do Conselho Editorial da RBC, José Elias Feres de Almeida, doutor em Controladoria e Contabilidade pela FEA/USP, apresentou os resultados de uma pesquisa que realizou e que foi publicada na RBC n.º 206. Neste trabalho, Almeida analisou 92 pareceres de avaliadores, sendo 54 com opinião negativa.
O propósito da pesquisa, segundo o professor, foi levantar os pontos fracos dos artigos submetidos à RBC para proporcionar reflexão crítica ao trabalho de autores e pesquisadores antes da submissão. “A partir dos pontos fracos, apresentei as recomendações de melhorias”, disse ele.
Para a coordenadora do workshop, Jacqueline Veneroso Alves da Cunha, que é também coordenadora do Conselho Editorial da RBC, a pesquisa de Almeida é bastante relevante para os articulistas de trabalhos científicos e técnicos. “O índice de rejeição dos artigos submetidos à RBC é muito alto”, afirmou.
WORKSHOP
Gestão do Patrimônio Público
por Jader Vieira Barbosa - CRCDF
O painel Gestão do Patrimônio Público, coordenado pelo vice-presidente de Registro do Conselho Federal de Contabilidade, Marco Aurélio Cunha, e apresentado pelo palestrante sócio-diretor da CASP On-line, Diogo Duarte, apresentou aos congressistas algumas atualizações das normas, que visam adotar boas práticas internacionais que passaram a ser obrigatórias em alguns aspectos no setor público, a partir das normas brasileiras e do manual de contabilidade e também a atualização do valor dos ativos.
O especialista demonstrou várias situações nas quais a tecnologia acompanha a evolução das normas, desde o simples registro patrimonial até o aprimoramento dos sistemas, nas quais a “demanda normativa leva à modernização da demanda informatizada”, declarou Diogo Duarte.
A preocupação com a capacitação também foi abordada. As normas são muitas, as alterações constantes, e quem não buscar atualizar-se terá problemas com a prestação de contas junto aos Tribunais de Contas. Para Duarte, o 20° Congresso Brasileiro de Contabilidade agregou valor nesse sentido.
WORKSHOP
Agronegócio em Tempo de Valor Justo
Normas internacionais de contabilidade trouxeram para o Brasil mudanças definitivas, que levaram empresas a utilizar novas práticas contábeis. A partir disso, foi estabelecido o tratamento contábil dos ativos biológicos e produtos agrícolas por meio do CPC 29.
Os ativos biológicos passaram a ser mensurados a valor justo, gerando alterações nas demonstrações financeiras das empresas que atuam no agronegócio. “Quero mostrar a vocês como realmente se faz a conta, como se mensura o valor justo de um ativo biológico”, enfatizou a professora e presidente da Comissão de Graduação da Universidade de São Paulo (FEA/USP), Mara Jane Malacrida, responsável pela apresentação do workshop na tarde de terça-feira (13). A representante dos Técnicos em Contabilidade do Conselho Federal de Contabilidade, Juliana Aparecida Soares Martins, destacou a importância do agronegócio no atual momento econômico do país. “Nesse momento de crise, o agronegócio é o que comanda as nuances do setor; consegue segurar o PIB e gerar emprego e renda no país. Por isso, é grande a importância desse workshop”, afirmou.
FONTE: FENACON.
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