O evento foi realizado pelo CRC-MT e APDM-MT, com apoio do Sescon-MT
'Terceiro Setor e os impactos da reforma tributária' foi o tema da palestra ministrada pelo vice-presidente da região Sudeste da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), Ricardo Monello, e seu irmão, Marcelo. O vice-presidente da região Centro-Oeste, Marco Aurélio Coelho, discursou na abertura do evento, ocorrido nesta quarta-feira (22.07), em Cuiabá.
Realizado pelo Conselho Regional de Contabilidade de Mato Grosso (CRC-MT), em parceria com a Associação para Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso (APDM/MT), com apoio do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon-MT), o workshop contou com a participação de especialistas, representantes de órgãos públicos, gestores, dirigentes de organizações da sociedade civil e contadores para discutir os desafios e oportunidades para as entidades sem fins lucrativos em vista das mudanças na tributação.
A palestra abordou tópicos, como os dois principais institutos de não tributação: imunidade e isenção tributária; a importância do correto enquadramento; como usufruir da imunidade ou como estar dentro da isenção; tipos de isenção; impactos e custos de aquisições; o impacto dos regimes pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS); além da tributação de doações e obrigações acessórias.
De acordo com Ricardo Monello, a Reforma Tributária é o maior desafio do contador nos últimos 50 anos. "Esta é uma grande oportunidade de crescimento pessoal e profissional e oportunidade de negócio. A reforma tributária amplia um leque e coloca o contador como protagonista nesse cenário econômico, nessa nova realidade tributária. Muda toda a dinâmica tributária do país", disse.
Para o palestrante, as empresas devem se organizar, estar em conformidade contábil, revisar processos e procedimentos, entender os controles internos e a tecnologia.
"Muitas empresas fazem caixa com o próprio dinheiro do imposto que devem pagar. Elas seguram o que tinham que pagar para o governo e usam para girar a operação. Com o split payment, que é uma das modalidades de cobrança da tributação, isso vai acabar. Então, elas já vão receber o valor sem o imposto, ou seja, não terão esse fôlego. Assim, precisarão de um planejamento tributário e um planejamento operacional muito grande. Isso mexe com fluxo de compra, fluxo de venda e prazos de recebimento", disse Monello.
O vice-presidente da Região Centro-Oeste, Marco Aurélio Coelho, que também representou o Sescon-MT, ressaltou a importância de uma atuação integrada entre profissionais da contabilidade, cartórios e Ministério Público, principalmente da orientação e regularização das organizações, permitindo que entidades que perderam sua regularidade possam buscar caminhos juridicamente seguros para retomar plenamente suas atividades.
Coelho também salientou que a Fenacon desenvolve ações para capacitar o profissional contábil. "A Fenacon, em parceria com outras instituições, realiza diversos eventos e cursos em todos os estados, investindo na capacitação do profissional contábil, no desafio da Reforma Tributária", salientou.
Texto: Lousdembergue Rondon / Assessoria
Desenvolvido por Sitecontabil 2026 | Todos os direitos reservados | LGPD