Artigo: A Autenticidade da informação frente à comprovação de boa

12/05/2016 18h42m

É indiscutível que a Imprensa tem um papel importante no meio político, social e econômico da sociedade como todo. É por meio desse relevante serviço prestado que a população amplia sua forma de pensar e agir frente às diversas notícias que invadem o nosso cotidiano, liberdade e direitos iguais.

Mas o que se tem visto em alguns momentos é um tipo de “informação fast-food”. O consumo rápido, superficial e, instantaneamente compartilhado. Em alguns casos, não generalizando, as informações errôneas podem tomar grandes proporções.

A origem do problema está em não buscar a autenticidade (fontes corretas) das informações conforme prevê o código de ética dos jornalistas brasileiros, no capítulo II Art.4º “O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação”. Diferente do que muitos pensam esse papel não é mais exclusividade dos grandes veículos de comunicação. A internet descentralizou essa produção, o que é bom, porém todo bônus tem um ônus.

Vale lembrar o caso recente do cidadão por nome de Thiago Bernini de 34 anos, morador da cidade de Lucas do Rio Verde-MT, que por estar sendo acusado de atropelar propositalmente e matar um morador de rua, ao sentir-se incomodado com a presença do andarilho em sua obra, teve sua história noticiada pelos veículos de comunicação em massa.

Mas, o intrigante na notícia, além do absurdo a monstruosidade do fato, é a forma como foi veiculada a informação: “Contador atropela morador de rua de propósito e é preso em Mato Grosso”, como podemos observar foi dada ênfase no que seria a suposta profissão de Thiago, até então ‘especulada’ pela mídia como “Contador”. Sim, ‘especulada’, uma vez que a mídia sendo formadora de opinião não se importou em momento algum em expor a profissão em seus meios de comunicação sem checar a veracidade da informação, algo simples, ao consultar o Conselho Regional de Contabilidade do Mato Grosso (CRC/MT), que é o órgão de Registro da Profissão Contábil, único que pode legitimar esta informação.

Apenas após o CRC/MT publicar nota de repúdio, é que alguns veículos de comunicação se retrataram em suas matérias mudando suas manchetes de “Contador atropela morador de rua de propósito e é preso em Mato Grosso”, para “Homem é preso por atropelar morador de rua em Mato Grosso”. Nesse caso não foi a primeira vez que a mídia expõe a profissão em primeiro lugar, antes do fato em si, o que é lamentável nos dias atuais.

Somos sabedores que uma vez a notícia difundida, seus ‘efeitos’ não são ‘desfeitos’, até porque não é toda pessoa que toma conhecimento da informação, que tem a oportunidade de conhecer a CORREÇÃO DOS FATOS.

Aos formadores de opinião, fica o dever e a conscientização de que, assim como respeitar as leis impostas pela sociedade, transmitir informação também tem muito de responsabilidade social. 

Muito bem claro, a sociedade não pode sobreviver sem os brilhantes trabalhos da IMPRESA DE MODO GERAL, pois muito se contribui para o desenvolvimento social e econômico do país, sendo ponte preventiva em diversos momentos.

Por Ironei Márcio Santana - Contador e presidente do SESCON/MT

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